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O sucesso no desenvolvimento das plantas está diretamente ligado à disponibilidade de certas substâncias, como fósforo, potássio e nitrogênio. Por isso, é preciso aplicar fertilizantes.

Essa tarefa, porém, demanda planejamento, uma vez que é necessário conhecer os diferentes tipos de adubação e as melhores práticas. Nesse momento, é natural que surjam muitas dúvidas. Afinal, as necessidades nutricionais das culturas variam conforme diversos fatores.

Por isso, neste conteúdo, vamos responder a alguns dos principais questionamentos sobre adubação levantados pelos agricultores.

1. Quais tipos de adubação existem?

Os adubos podem ser categorizados em dois grupos: os minerais e os orgânicos.

Adubação mineral

O adubo mineral é também conhecido como químico. É um produto do refino do petróleo ou da extração mineral. Aqui, estão os cloretos, os carbonatos e os fosfatos, por exemplo.

Eles têm uma composição bem definida, sendo possível determinar de forma exata a quantidade que será aplicada em cada operação.

No mercado, o produto é conhecido como fertilizante NPK — N (nitrogênio), P (fósforo) e K (potássio). Uma das composições recomendadas que apresentam mais equilíbrio é NPK 10-10-10, em aplicações de 50 g/m².

Esse tipo de adubação é bastante concentrada. Por isso, normalmente, vem em grânulos, que são aplicados sobre o solo e dissolvidos gradualmente. Dessa forma, o produto não entra em contato direto com as raízes das plantas.

Adubação orgânica

Esse tipo de adubo é gerado por matéria de origem animal ou vegetal, como;

  • restos vegetais;
  • farinhas;
  • cascas;
  • esterco.

Para formar o adubo, é necessário que esses resíduos passem por um processo de compostagem, no qual microrganismos transformam a matéria orgânica em um composto muito parecido com o solo. O produto é rico em macronutrientes.

2. Por que esse processo é importante para a colheita?

A adubação é essencial para fortalecer o solo com nutrientes que conservam ou recuperam sua fertilidade. Isso promove o desenvolvimento saudável das culturas e aumenta a produtividade agrícola.

Vale ressaltar que o solo nem sempre terá os nutrientes necessários para o crescimento das plantas. Isso pode ocorrer em decorrência de um desgaste natural ou pelo esgotamento da terra após repetidas safras na monocultura, além da erosão, lixiviação e o excesso de chuvas.

Nesse cenário, a adubação vai enriquecer o solo para suprir as carências nutricionais. Esses nutrientes terão funções importantes ao longo do crescimento da planta, como geração de energia e estruturação.

3. O que considerar na hora de escolher o melhor tipo de adubação?

Cada escolha tem vantagens e desvantagens. Normalmente, porém, se recomenda uma combinação entre os dois tipos de adubação, para buscar o equilíbrio ao extrair os benefícios de cada um.

Vantagens do adubo orgânico

  • Maior agregação de partículas do solo. Isso resulta em um solo mais estruturado e resistente a processos de erosão e lixiviação;
  • temperatura do solo mais estável, com menor estresse às raízes;
  • aumento da capacidade do solo de absorver substâncias que seriam prejudiciais à planta, como alumínio;
  • fornecimento de substâncias benéficas, como cálcio e potássio, e maior disponibilização de nutrientes por meio da mineralização;
  • capacidade maior de retenção de água;
  • aumento da flora bacteriana e microfauna no solo.

Vantagens do adubo mineral

  • Absorção mais rápida e fácil pelas plantas, trazendo resultados a curto prazo;
  • Aplicações de nutrientes em quantidades mensuráveis. Isso permite maior precisão quando existe variabilidade na carência de nutrientes na lavoura.

Em todo caso, é necessário ter bastante cuidado ao planejar a adubação. Para isso, é recomendado fazer uma avaliação das condições do solo para determinar quais as melhores alternativas.

4. Quais os tipos de maquinário para adubação?

A adubação pode ser feita por diferentes maquinários, conforme listamos a seguir.

Plantadeira

A plantadeira é utilizada para adubação quando o fertilizante é aplicado diretamente no solo na linha da semeadura. Nesse caso, a operação é feita simultaneamente ao plantio, depositando o produto um pouco abaixo das sementes.

Adubadoras com sistema de distribuição a lanço

Já na adubação a lanço, o trabalho é feito com máquinas com distribuidores em forma de discos giratórios com pás, que lançam os grânulos em uma faixa programada.

Pulverizadores

A adubação também pode ser feita por pulverizadores, de maneira foliar. A máquina pulveriza o fertilizante diluído na água, e a planta absorve o nutriente pelas folhas.

5. Como escolher o maquinário certo para adubação?

A escolha vai depender das condições do solo e do clima, bem como das características da cultura e de seu estágio de desenvolvimento.

Assim, se o método escolhido for a aplicação foliar, os pulverizadores são o caminho certo. Por outro lado, se o objetivo é aplicar direto no solo, a adubação poderá ser feita na linha de plantio por meio de plantadeiras ou de máquinas de distribuição a lanço.

Outro aspecto importante a ser analisado é a escolha entre máquinas automotrizes ou tracionadas, conforme as necessidades da lavoura e dos recursos que o produtor já tem à disposição.

6. Por que é vantajoso mecanizar o trabalho no campo?

Em todas as operações agrícolas, a mecanização trará ganhos nos resultados da propriedade. Afinal, a evolução nas tecnologias de aplicação é um progresso natural, que garante ao produtor rural atender a uma demanda cada vez maior. Ao mecanizar o processo, os seguintes benefícios serão percebidos:

  • ganho de tempo: fica evidente como toda a operação de adubação se torna muito mais ágil. Com as melhores práticas e equipamentos para aplicar fertilizantes, é possível fazê-lo em grandes propriedades em menor tempo;
  • custos menores: além de reduzir custos com a mão de obra, o produtor consegue elevar seu retorno financeiro na safra;
  • redução de falhas: por meio de sistemas inteligentes fornecidos pela agricultura de precisão, é possível mapear as condições da lavoura e do solo, aplicando conforme a demanda de cada talhão;
  • menor impacto ambiental: a redução de falhas evita sobreposição entre aplicações e contaminação de recursos naturais. Sem excesso, não haverá acúmulo de produto no solo, evitando que ele seja levado para rios e outros mananciais.

A adoção de um equipamento de qualidade dá condições de o agricultor configurar padrões de distribuição e dosagem de forma precisa, ajustando a aplicação perfeitamente às necessidades do solo e da planta.

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