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O Brasil é o segundo maior produtor mundial de soja, atrás apenas dos Estados Unidos. Além disso, a previsão é de que o país assumirá a liderança nas próximas safras, e isso mostra a importância desse cultivo para a economia nacional. Portanto, os produtores devem se preocupar em conhecer as principais doenças na cultura da soja.

Esse problema está entre os fatores que mais diminuem a produtividade da cultura e contribuem para o aumento dos custos da produção. Diversas doenças causadas por fungos, vírus, bactérias e nematoides já foram identificadas no Brasil, e é preciso conhecimento para proteger a produção entre as safras.

Continue a leitura e conheça quais são as principais doenças na cultura da soja e como identificá-las.

Quais são as principais doenças na cultura da soja?

É importante destacar que as condições ambientais são um dos principais fatores que afetam as lavouras e causam as doenças na cultura da soja. As circunstâncias meteorológicas, como temperatura, chuva e umidade do ar, atuam diretamente no estado de saúde das plantas.

Entender essa relação com o desenvolvimento das patologias é importante para gerar modelos que ajudem a identificar a ocorrência do problema. Em geral, as safras de soja passam por diversos cenários de clima que influenciam nas doenças e, consequentemente, na produtividade da cultura.

Algumas patologias acometem os estágios iniciais do desenvolvimento da soja, afetando o seu estabelecimento. Posteriormente, podem surgir outros ataques, inclusive nas fases finais de crescimento.

O impacto desse problema sobre o rendimento de grãos da cultura tende a variar de intensidade conforme a região, as condições do solo e o uso de defensivos agrícolas. Por isso, é necessário realizar análises regionalizadas quando se deseja fazer uma análise sobre as doenças na cultura da soja.

Entre os principais problemas apresentados nas lavouras e causados por diferentes parasitas, estão:

  • ferrugem asiática;
  • mancha alvo;
  • oídio;
  • mofo branco;
  • antracnose.

Como identificá-las de acordo com as suas principais características?

Conhecer as características das principais doenças que acometem a cultura da soja é o primeiro passo para evitar grandes epidemias e para desenvolver um programa de controle de parasitas adequado. Veja como fazer o reconhecimento para alguns dos problemas mais comuns.

Ferrugem asiática

A ferrugem asiática é, certamente, a principal doença que acomete a cultura da soja. Causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, pode aparecer em qualquer estágio de desenvolvimento da planta.

O primeiro sintoma é caracterizado por pequenos pontos escuros espalhados pelas plantas, com correspondente protuberância na parte inferior das folhas. Conhecidas como urédias, podem adquirir coloração castanho-claro a castanho-escuro.

O processo de infecção varia de acordo com a disponibilidade de água na superfície das folhas. Quanto mais precoce for a desfolha, menor o tamanho do grão e menor o rendimento e a qualidade do cultivo.

Mancha alvo

Inicialmente, ocorrem lesões pontuais de cor amarronzada, com halo amarelado, que evoluem para grandes manchas circulares. Em geral, os sinais apresentam uma pontuação escura no centro, similar a um alvo — motivo para o nome da doença. Lavouras suscetíveis podem sofrer grave desfolha.

O fungo causador do problema também infecta raízes e é encontrado em praticamente todo o Brasil. Pode sobreviver em sementes infectadas e restos de culturas, além de contaminar um grande número de plantas cultivadas. Maior umidade relativa favorece a infecção das folhas.

Oídio

Essa infecção é causada por um parasita que se desenvolve em toda a parte aérea da soja. Sua principal característica é a fina camada esbranquiçada que cobre a planta. Nas folhas, o crescimento do fungo faz a coloração mudar para um castanho acinzentado. Em condições severas, pode secar as folhas e causar sua queda prematura.

A doença pode acontecer em qualquer fase de desenvolvimento do vegetal, porém, é mais comum no início da floração. O fungo se desenvolve melhor em condições de temperaturas amenas e baixa umidade relativa do ar.

Mofo branco

O mofo branco inicia com manchas aquosas que progride para coloração castanho e logo evolui para a formação de micélios brancos e densos. O fungo causador da doença consegue infectar qualquer parte da planta.

Em pouco tempo, os micélios transformam-se em uma massa negra e rígida, representando a forma mais resistente do parasita. Esse problema pode afetar a superfície e o interior da haste e das vagens. Temperaturas amenas e alta umidade relativa do ar favorecem a doença. A fase mais vulnerável vai da floração ao início do desenvolvimento das vagens.

Antracnose

A antracnose causa manchas negras nas nervuras das hastes, folhas e vagens e pode ser o motivo da morte de plântulas. Pode acontecer a queda total das vagens ou a decomposição das sementes. As vagens infectadas passam a apresentar cor escura e ficam retorcidas.

O problema afeta as fases iniciais de formação das vagens e a ocorrência é maior em áreas com elevada precipitação e altas temperaturas. Sementes com deficiência nutricional, especialmente de potássio, também são mais sensíveis à infecção.

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